Finalmente, temos a outra faceta (o .reverso da medalha.): o .vício. de ler os outros .blogues., nomeadamente no sentido da necessidade de conhecimento dos outros e da procura de partilha da pertença a um grupo. Para que o .bloguista. possa sentir-se integrado nesta espécie de .comunidade., tem absoluta necessidade de saber quais os temas que se .discutem. em cada dia, de forma a que lhe seja possível fazer o intercâmbio de ideias e participar de forma activa nesse debate.
Acaba por se formar (implicitamente) um género de .tertúlia., a que não queremos faltar; não obstante o anonimato de muitos .blogues., vamos criando, aqui e ali, .amizades virtuais. com os autores com que mais nos identificamos e que, quase sem darmos por isso, acabamos por sentir a necessidade de visitar a cada dia que passa.
Cada vez mais (e à medida que a lista de .favoritos. se vai .adensando.), o .ovo de Colombo. traduzir-se-ia na .invenção. de uma forma de conciliar o .vício. com o (escasso) tempo disponível (isto para além de todas as outras actividades prioritárias, desde logo as profissionais, mas também o tempo para a família, para os amigos, para ler, para ir ao cinema ou ao futebol, finalmente, até para ver televisão.).
P. S. A propósito do .vício., leia-se esta .entrada. do Desejo Casar!!!
[334]
Leonel, prometi e vim ler tudo... há alguns meses, mandei uma espécie de questionário para alguns blogueiros que conhecia, já, no começo da minha blog-vida... a experiência de alguns deles, que acabou sendo a minha, é que a gente começa escrevendo para si, sobre si, sem muito compromisso. E logo quer ser lido e passa a escrever para os outros. Dentro de linhas e temas pessoais, mas querendo resposta. Daí os comentários serem tão importantes. Um dia com o sistema de comentários fora do ar enlouquece os usuários!
Até aí, é normal, humano, e eu me pego querendo que as revistas (as de papel, mesmo) fossem interativas, para que eu pudesse comentar assim que leio alguma matéria ou carta de leitor. A gente passa a ter uma nova maneira de lidar com a palavra escrita, o que é bom, pode ser o começo do final da ditadura da imprensa. Talvez...
O que mais me impressiona, por outro lado, é o reflexo captado das pessoas. Nunca vou compreender quem acha que a "vida virtual" não é vida. Amizades, ciúmes, conflitos... tudo representado nos círculos que se formam, para o bem e para o mal. Além da auto-obrigação de publicar e de ler blogs, a gente passa a acompanhar afinidades e antipatias, nas entrelinhas ou explicitadas, mesmo. Somos humanos sempre, online ou offline! E já escrevi demais aqui, desculpa! Um beijo!
claudia bia | Homepage | 10.06.03 - 11:14 pm | #