A III Parte - .Encoberto. integra: (i) .Os Símbolos. (.D. Sebastião., .O Quinto Império., .O Desejado., .As Ilhas Afortunadas. e .O Encoberto.; (ii) .Os Avisos. (.O Bandarra., .António Vieira. e .Terceiro.); (iii) .Os Tempos. (.Noite., .Tormenta., .Calma., .Antemanhã. e .Nevoeiro.).
Começa por mostrar-se a convicção no regresso do .Desejado. . o mito central do sebastianismo . (.É Esse que regressarei.), não correspondendo porém, necessariamente, a um ente individual, devendo, em alternativa, consubstanciar-se no conjunto do povo português, agindo sob a vontade de Deus.
O .Encoberto. surge como uma alusão à misteriosa Ordem dos Rosa-Cruz, em cujos princípios se deverá basear o Quinto Império (.Grécia, Roma, Cristandade, / Europa . os quatro se vão.):
.Quando virás, ó Encoberto,
Sonho das eras português,
Tornar-me mais que o sopro incerto
De um grande anseio que Deus fez?.
Também o Padre António Vieira foi um dos profetas do Quinto Império, manifestando na sua .História do Futuro. o seu místico sebastianismo. No decurso das suas missões no Brasil, escreveu um tratado designado .Esperanças de Portugal, Quinto Império do Mundo..
Em .Os Tempos., os irmãos .Poder. e .Renome. representam, respectivamente, o Império português e a fama que universalizou Portugal.
E, depois da .Tormenta., vem a .Calma.. O .Antemanhã. representa aquilo por que é necessário passar antes do despertar.
O .Nevoeiro. antecede a chegada da luz (segundo o mito, D. Sebastião voltaria numa manhã de nevoeiro); na confusão do nevoeiro:
.Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem..
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro.
É a Hora!.
.Valete, Fratres..
E, com este .Adeus irmãos., termino aqui esta brevíssima apresentação da "Mensagem".
Para amanhã - e a fechar esta semana de Pessoa -, fica a promessa de um dos mais belos poemas: "Tabacaria".
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