A II Parte - .Mar Português. inclui: .O Infante.; .Horizonte.; .Padrão.; .O Monstrengo.; .Epitáfio de Bartolomeu Dias.; .Os Colombos.; .Ocidente.; .Fernão de Magalhães.; .Ascensão de Vasco da Gama.; .Mar Português.; .A Última Nau. e . Prece..
A posse do mar, permite a ligação do mundo (relembrando o Infante D. Henrique):
.Deus quere, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse..,
mas a missão de Portugal não está ainda concluída:
.Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!.;
não basta o .mar com fim.:
.E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português..,
é necessário o .mar sem fim., através do qual se alcançará um ponto divino:
.E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na terra calma
O porto sempre por achar..
Tal como o Adamastor em .Os Lusíadas., o .Monstrengo. representa o temor de vencer sentido pelos marinheiros, mas, ao mesmo tempo, os obstáculos a vencer:
.E disse: .Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?.
E o homem do leme disse, tremendo:
.El-Rei D. João Segundo!..
Colombo, que tentara durante anos o apoio do Rei de Portugal, acabaria por descobrir o Novo Mundo sob a égide dos reis católicos de Espanha; significa aqui as oportunidades perdidas (.Outros haverão de ter / O que houvermos de perder.), mas também que a missão de Portugal vai mais além da dos .Colombos. (.Mas o que a eles não toca / É a Magia que evoca / O longe e faz dele história..).
.Ocidente. porque Portugal, sendo a "cabeça da Europa", tem de cumprir a missão do Ocidente.
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