outubro 31, 2003

ORÇAMENTO DE ESTADO vs. CREDIBILIDADE (III)

Estes “desvios” (ver "entrada" nº 488) tornam difícil aos agentes económicos, quer sejam empresários, quer se trate das pessoas em geral, ter a necessária confiança para retomar os investimentos (seja em novas fábricas, criando novos empregos, seja em aquisição de bens de consumo duradouro, como automóveis), sem o que a crise económica não poderá ser ultrapassada.
A situação complica-se quando, no Orçamento para 2004, se prevê um decréscimo do investimento público (ou seja, menos dinheiro a afectar à construção das tais novas estradas, escolas e hospitais, …), a par de um importante aumento dos valores necessários ao pagamento de subsídios de desemprego (de 1 200 milhões de euros para 1 600 milhões de euros…) e, por outro lado, o recurso a receitas extraordinárias para minorar o défice (venda de património).
Estes são sinais que apontam em sentido contrário à tão ansiada retoma!
Uma vez mais, vamos esperar que a conjuntura internacional permita dar uma forte ajuda na resolução dos problemas que, na parte que nos toca, parecem ser um “nó górdio” para os sucessivos Governos?
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Publicado por Leonel Vicente em outubro 31, 2003 07:20 PM | TrackBack
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