abril 13, 2004

NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA - R. CHECA (II)

Em 1618, inicia-se o levantamento dos Estados Checos contra os Habsburgo, contra a repressão da liberdade religiosa, iniciando-se a Guerra dos 30 Anos, entre Católicos e Protestantes, provocando grande devastação nos Estados Checos.

A constituição de 1867 não reconheceria as reivindicações nacionalistas checas. Em 1879, participariam no governo, mas apenas com o termo da I Guerra Mundial, em 1918, seria declarada a sua independência, formando, em união com os Eslovacos, a República da Checoslováquia (tendo por artífice Tomás Garyk Masaryk, primeiro presidente eleito), ocupando o território da Boémia e da Morávia (anteriormente sob o domínio austríaco), parte da Silésia, e da Eslováquia (antes sob domínio húngaro) e Cárpato-Ruténia, iniciando-se, não obstante, um período de turbulência política e social.

Apesar disso, foi possível aprovar, em 1920, a Constituição Checoslovaca, inspirada nas Constituições americana e francesa. Nos anos seguintes (até à crise de 1932, com grande nível de desemprego), a Checoslováquia seria uma das 10 economias mais desenvolvidas do mundo.

Essa crise proporcionou o ressurgir de movimentos de tendências nacionalistas, com um partido “Sudeta-Alemão”; culminando em 1938 com a invasão dos Sudetas pelas tropas de Hitler (tolerada pela Inglaterra, Nevile Chamberlain, e pela França, Edouard Daladier).

Durante a II Guerra Mundial, o país (excepto a Eslováquia – que auto-proclamou a sua independência, sob influência alemã) manteve-se ocupado pela Alemanha.

Com o termo da Guerra, na Conferência de Yalta, Roosevelt e Estaline acordam que a Checoslováquia passe para a zona de influência soviética, tendo o território sido ocupado pelo Exército Russo, acabando mesmo a Cárpato-Ruténia por ser anexada pela União Soviética.

O Partido Comunista da Checoslováquia venceria as eleições de 1946 e de 1948, altura em que foi proclamada a República Popular, adoptando um modelo económico-social similar ao soviético, integrando o Pacto de Varsóvia (sistema de alianças dominado pela URSS).

Até final dos anos 60, continuou a ser adoptada uma política de inspiração soviética. Em 1968, a eleição de Alexander Dubcek colocaria em marcha um programa de reformas liberais, descentralização da economia e de afirmação da soberania nacional, com amplo apoio popular. A “Primavera de Praga” terminaria abruptamente com a intervenção, em 21 de Agosto, das tropas soviéticas, sendo expulsos os dirigentes checos e restabelecendo-se o alinhamento político com a URSS.

P. S. Novos agradecimentos, à Bloguida e ao Letras com Garfos.

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Publicado por Leonel Vicente em abril 13, 2004 08:27 AM | TrackBack
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